O conceito de ironia no pensamento pós-moderno — especialmente em Richard Rorty — não tem o mesmo sentido comum de “dizer o contrário do que se quer dizer”. Trata-se de um conceito filosófico ligado à consciência da contingência, da linguagem, e da impossibilidade de fundamentos absolutos.
A ironia no pós-modernismo – autores associados ao pós-modernismo, como Jacques Derrida, Michel Foucault e Jean‑François Lyotard – é uma crítica à deia moderna de que existe uma verdade universal, objetiva e final. Para eles não existe um ponto de vista neutro. Toda a verdade depende de linguagem, cultura e história. As grandes narrativas (religião, ciência, progresso, razão absoluta) são construções humanas. A ironia pós-moderna surge quando alguém usa conceitos sabendo que eles não são definitivos. Falam como se fossem verdadeiros, mas sem acreditar que sejam absolutos. Mantêm uma distância crítica em relação ao próprio discurso. Ou seja, é uma atitude de usar conceitos sem acreditar que eles têm fundamento último.
A ironia em Richard Rorty – filósofo que mais desenvolve este conceito, especialmente no livro Contingency, Irony, and Solidarity – as nossas crenças são contingentes (poderiam ser diferentes). A linguagem que usamos não revela a realidade — apenas descreve o mundo de certas formas. Não existe vocabulário final que diga a verdade definitiva. O “ironista” – Rorty define o ironista como alguém que tem dúvidas sobre o próprio vocabulário final (os conceitos com que explica o mundo) – sabe que esses conceitos são históricos e contingentes. Não acredita que exista um fundamento último para justificar tudo. É o caso do liberal que acredita na liberdade, mas sabe que essa ideia vem da sua cultura, e que outras culturas poderiam pensar diferente. Ele continua defendendo a liberdade, mas sem acreditar que ela seja uma verdade eterna. Isso é ironia.
A ironia em Rorty não é relativismo total. Rorty não diz que tudo vale o mesmo. Ele distingue: Esfera privada → ironia, dúvida, autocriação // de Esfera pública → solidariedade, democracia, não crueldade. O ideal dele é o liberal ironista: sabe que suas crenças são contingentes, mas continua defendendo valores humanos, sem apelar para verdades absolutas. Para os pós-modernos, e especialmente para Richard Rorty, ironia é a atitude de usar crenças e conceitos sabendo que eles são históricos, contingentes e sem fundamento último, e ainda assim continuar a viver e agir com eles.
A ironia em Richard Rorty – filósofo que mais desenvolve este conceito, especialmente no livro Contingency, Irony, and Solidarity – as nossas crenças são contingentes (poderiam ser diferentes). A linguagem que usamos não revela a realidade — apenas descreve o mundo de certas formas. Não existe vocabulário final que diga a verdade definitiva. O “ironista” – Rorty define o ironista como alguém que tem dúvidas sobre o próprio vocabulário final (os conceitos com que explica o mundo) – sabe que esses conceitos são históricos e contingentes. Não acredita que exista um fundamento último para justificar tudo. É o caso do liberal que acredita na liberdade, mas sabe que essa ideia vem da sua cultura, e que outras culturas poderiam pensar diferente. Ele continua defendendo a liberdade, mas sem acreditar que ela seja uma verdade eterna. Isso é ironia.
A ironia em Rorty não é relativismo total. Rorty não diz que tudo vale o mesmo. Ele distingue: Esfera privada → ironia, dúvida, autocriação // de Esfera pública → solidariedade, democracia, não crueldade. O ideal dele é o liberal ironista: sabe que suas crenças são contingentes, mas continua defendendo valores humanos, sem apelar para verdades absolutas. Para os pós-modernos, e especialmente para Richard Rorty, ironia é a atitude de usar crenças e conceitos sabendo que eles são históricos, contingentes e sem fundamento último, e ainda assim continuar a viver e agir com eles.

Sem comentários:
Enviar um comentário