O estado de saúde de Boltzmann já estava mal há muito tempo. Várias vezes procurou tratamento psicológico ou psiquiátrico. Sofria de extremas oscilações de humor, fases de grande exaltação alternadas com profundas depressões, o que hoje se designa por doença bipolar. Boltzmann dizia que nascera na noite entre o Carnaval e Quarta-Feira de Cinzas. Um contraste que o acompanhou a vida inteira. Além disto, era extremamente míope, e já em 1873, se preocupara com uma possível cegueira. No ano de 1900 a sua visão piorou de tal maneira que contratou uma funcionária para lhe ler a literatura científica. Ditou as suas próprias obras à sua mulher. Para além disso era também asmático, tinha pólipos nasais, sofria de enxaquecas, e outras maleitas mais tais como pedras nos rins e cistites. Tudo documentado em cartas escritas por sua mulher à filha Ida, em Leipzig, nos anos de 1902 e 1903.
No dia 5 de maio de 1906 foi-lhe concedida uma licença para recuperação da sua doença psíquica. Stefan Meyer tomou conta do seu programa pedagógico, lecionando as suas aulas. Boltzmann passou o verão de 1906 em Duino com a família. Duino fica na costa do Mar Adriático, a Norte de Trieste. No dia 5 de setembro de 1906, um dia antes do programado regresso a Viena, enforcou-se no quarto do hotel onde estava hospedado. Quando a filha estranhou que o pai demorava em sair do seu quarto, já era tarde. Ao entrar no seu quarto, foi então que se deparou com tal desfecho: enforcado numa barra de ferro da janela.
No dia 5 de maio de 1906 foi-lhe concedida uma licença para recuperação da sua doença psíquica. Stefan Meyer tomou conta do seu programa pedagógico, lecionando as suas aulas. Boltzmann passou o verão de 1906 em Duino com a família. Duino fica na costa do Mar Adriático, a Norte de Trieste. No dia 5 de setembro de 1906, um dia antes do programado regresso a Viena, enforcou-se no quarto do hotel onde estava hospedado. Quando a filha estranhou que o pai demorava em sair do seu quarto, já era tarde. Ao entrar no seu quarto, foi então que se deparou com tal desfecho: enforcado numa barra de ferro da janela.
O que significa ter razões para agir? Será difícil negar que os juízos morais, como outro tipo de juízos normativos, tem uma força particular sobre nós. De tal maneira que consideraríamos, no mínimo, estranho o comportamento de alguém que de uma forma reiterada de deixa impelir a agir violando as normas morais por si avaliadas. Particularmente, sentir-nos-emos legitimados a supor que essa não foi na verdade uma boa avaliação. Ora, como é possível que a mera percepção intuitiva de factos, sem o escrutínio da razão, tenha esse poder prescritivo? Esta ideia, é parte do argumento da estranheza que temos perante o imperativo da morte como um fim em si mesmo. A morte constitui o verdadeiro imperativo categórico kantiano. Se não nos ficarmos apenas pelo domínio da intuição em relação aos factos morais, a mesma questão se pode colocar aos factos escrutinados e apercebidos pelos nossos sentidos na percepção cognitiva do mundo real. Porque, de acordo com uma visão mais ou menos comum, as crenças, por si só, não são suficientes para motivar alguém para agir de uma determinada maneira. São necessárias outras alavancas para empoderar a ação. David Hume foi daqueles que passaram muito tempo a refletir sobre o assunto. E foi nas paixões da alma que ele identificou as nossas motivações para agir através do desejo. O desejo é algo independente das crenças e da razão para agirmos de uma determinada maneira e não de outra. David Hume até chegou a ir mais longe quando propôs que a razão era escrava das paixões. Esta tese de David Hume chegou a ter seguidores de lá para cá. Mas não foi apoiado por muitos outros filósofos que não acharam necessária a adição suplementar do desejo para que o agente se sinta motivado a agir. Tem de haver razões para agirmos. E os não-humeanos consideram que a razão, por si só, tem força suficiente para ter poder motivador da ação.



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