quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
A Passagem de Ano
Nas últimas 24 horas, de Oriente para Ocidente, a Norte e a Sul, todo o mundo festejou a passagem para o novo ano de 2026.
O Calendário Gregoriano é um calendário de origem europeia, utilizado oficialmente pela maioria dos países. Foi promulgado pelo Papa Gregório XIII (1502 - 585) a 24 de fevereiro do ano 1582 pela bula Inter gravíssimas em substituição do Calendário Juliano implantado por Júlio César (100 - 44 a.C.) em 46 a.C.. Conta os anos a partir do nascimento de Jesus Cristo (Anno Domini), sistema proposto no século VI por Dionísio, o Exíguo, um monge cristão.
Recebe este nome por ser o seu promotor papa Gregório XIII, que promulgou o seu uso através da bula inter gravissimas. A partir de 1582, o Calendário Juliano, utilizado desde que Júlio César, no fundo, o calendário egípcio, o primeiro calendário solar conhecido que estabelecia a duração do ano em 365,25 dias.
No séc. XX, foi consagrado como padrão civil internacional (ONU, aviação, comércio). Muitos países usam calendários duplos: um civil (gregoriano) e outro religioso/cultural.
Isto não tem nada a ver com submissão cultural. Mas quem critica o eurocentrismo, queira ou não está, objetivamente, a usar um marcador temporal cristão europeu. Isso é um facto histórico. O erro decolonial (relativo à critica do colonialismo e à persistência, num período pós-colonial, de relações e matrizes de poder decorrentes do colonialismo, em especial em povos ou países que, no passado, foram alvos de processos de colonização) começa quando é usado para negar a História e transformar isso num argumento identitário simplista. E é assim que a discussão começa a descarrilar.
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