O Grupo 1143, em Portugal, é uma organização ultranacionalista de extrema-direita com ideologia neonazi, envolvida em atividades de ódio, racismo e violência. O nome “1143” faz referência ao ano tradicional apontado como data da fundação de Portugal (Tratado de Zamora), adotado pelo grupo como símbolo da sua visão ultranacionalista. Em janeiro de 2026, a Polícia Judiciária (PJ) desencadeou uma grande operação chamada “Irmandade” para desmantelar o grupo e deter dezenas de suspeitos acusados de crimes como incitamento ao ódio, discriminação, violência, posse de armas ilegais e organização criminosa. O Ministério Público também mencionou que o grupo planeava ações provocatórias destinadas a inflamar tensões com a comunidade muçulmana.
O Grupo 1143 tem ideologia neonazi, supremacia branca, associando-se a símbolos como a caveira “totenkopf” usada pelas SS nazis. Foi associado a manifestações racistas, discriminatórias e xenófobas, incluindo críticas violentas a imigrantes e a comunidades religiosas como a muçulmana. Originou-se no início dos anos 2000 como uma fação radical dentro da claque Juventude Leonina (Sporting CP) e evoluiu para um movimento autonomizado com foco ideológico mais amplo. Em anos recentes voltou a emergir nas redes sociais (como X e Telegram) e em eventos públicos com mensagens de ódio e manifestações anti-imigração e anti Islão. O 1143 é tratado pelas autoridades como um grupo criminoso extremista, não como um ator político, e as tentativas de o colar automaticamente a partidos fazem parte da luta política.
Independentemente do seu carácter ultranacionalista, há ligações e influências internacionais por trás do Grupo 1143 para além das figuras “teóricas” como Damien Rieu ou Martin Sellner (que vêm de movimentos identitários franceses e austríacos). No caso do 1143, os vínculos europeus e transnacionais são sobretudo de natureza neonazi e militante, não institucional. Investigações e análises de grupos que monitorizam o extremismo indicam que o Grupo 1143 tem raízes e conexões com organizações de extrema-direita que fazem parte de redes internacionais de skinheads e neonazis, em particular com os Portugal Hammerskins, que são o “capítulo” português de uma organização internacional neonazi Hammerskin Nation. Os Hammerskins são um movimento transnacional de skinheads de extrema-direita com presença em vários países europeus e nos EUA. Mário Machado, um dos fundadores históricos do 1143, esteve ligado à subcultura bonehead e aos Hammerskins em Portugal, o que liga o grupo a redes europeias e globais de neonazis.
De forma factual e sem rótulos fáceis: O Grupo 1143 não é um partido político, não concorre a eleições nem atua no plano institucional. As investigações e processos judiciais apontam sobretudo para atividade criminal organizada, violência, intimidação e propaganda de ódio. Nesse sentido, funciona mais como um gangue ideológico do que como um movimento político clássico. Quanto à ligação a partidos (como o CHEGA não existe prova judicial ou orgânica de que o CHEGA controle, dirija ou integre o Grupo 1143. O que acontece muitas vezes é uma associação por proximidade discursiva feita no debate político — especialmente pela extrema-esquerda — mas isso é retórica política, não prova factual.
Mesmo que o Grupo 1143 seja um grupo português, a sua ideologia neonazi, supremacia branca e ódio xenófobo, é parte de um espectro mais amplo de movimentos de extrema-direita que se espalharam particularmente pelo Ocidente. Esses movimentos partilham símbolos, slogans e repertórios de ação inspirados no neonazismo internacional, que atravessam fronteiras e não são exclusivos de um país específico. Organizações que monitorizam o fenómeno do extremismo, como o Global Project Against Hate and Extremism (GPAHE), colocam o 1143 no mesmo contexto de outros grupos radicais em Portugal que partilham ideias semelhantes às de movimentos europeus como PEGIDA ou a extrema-direita radical fora dos espectros partidários tradicionais.
Muita gente mistura coisas diferentes a estes grupos (às vezes por ignorância, outras por conveniência política), como é o caso do partido de Marine Le Pen, ou o Fratelli d’Italia de Giorgia Meloni. São líderes de partidos legais, eleitorais e institucionais. Aceitam (mesmo que critiquem) o quadro constitucional, o Estado de direito e as eleições. Estão integradas em famílias políticas europeias, em parlamentos e até estão no governo, como é o caso de Meloni. Já o Grupo Identitário / Generation Identity não é um partido. É um movimento metapolítico e ativista, muitas vezes fora da legalidade. Pratica ações provocatórias, linguagem racializada e símbolos de rutura. Em vários países foi dissolvido ou vigiado pelos serviços de segurança.
Todavia, há pontos de contacto discursivos, sobretudo em três temas: imigração massiva; identidade nacional; confronto político com o islamismo. Mas em teoria: a nação define-se por leis, língua, costumes, cidadania. Um imigrante pode tornar-se francês ou italiano. Rejeitam oficialmente racismo biológico e supremacia branca. Ao passo que os grupos identitários lutam por um Nacionalismo étnico-civilizacional. A Europa como espaço racial ou etnocultural fechado. Ideia de “substituição demográfica”. Imigração vista como ameaça existencial, não política. Este ponto é essencial: um identitário não quer ganhar eleições; quer mudar a civilização.
Porque é que a extrema-esquerda insiste em colar partidos soberanistas a grupos extremistas? Isto não é acaso nem confusão inocente. É uma estratégia política consciente, que pretende retirar legitimidade democrática. Transformar adversários políticos em ameaça moral. Daí evitarem o debate de políticas concretas (imigração, segurança, soberania). É mais fácil dizer “são fascistas” do que discutir as falhas de políticas públicas de integração. Na Europa, fascismo e nazismo são memórias fundacionais do discurso político. A extrema-esquerda explora isso para criar alarme emocional, bloquear a normalização de alternativas políticas e manter o eixo “bem vs mal”, eficaz sobretudo em contextos mediáticos.
Independentemente do seu carácter ultranacionalista, há ligações e influências internacionais por trás do Grupo 1143 para além das figuras “teóricas” como Damien Rieu ou Martin Sellner (que vêm de movimentos identitários franceses e austríacos). No caso do 1143, os vínculos europeus e transnacionais são sobretudo de natureza neonazi e militante, não institucional. Investigações e análises de grupos que monitorizam o extremismo indicam que o Grupo 1143 tem raízes e conexões com organizações de extrema-direita que fazem parte de redes internacionais de skinheads e neonazis, em particular com os Portugal Hammerskins, que são o “capítulo” português de uma organização internacional neonazi Hammerskin Nation. Os Hammerskins são um movimento transnacional de skinheads de extrema-direita com presença em vários países europeus e nos EUA. Mário Machado, um dos fundadores históricos do 1143, esteve ligado à subcultura bonehead e aos Hammerskins em Portugal, o que liga o grupo a redes europeias e globais de neonazis.
De forma factual e sem rótulos fáceis: O Grupo 1143 não é um partido político, não concorre a eleições nem atua no plano institucional. As investigações e processos judiciais apontam sobretudo para atividade criminal organizada, violência, intimidação e propaganda de ódio. Nesse sentido, funciona mais como um gangue ideológico do que como um movimento político clássico. Quanto à ligação a partidos (como o CHEGA não existe prova judicial ou orgânica de que o CHEGA controle, dirija ou integre o Grupo 1143. O que acontece muitas vezes é uma associação por proximidade discursiva feita no debate político — especialmente pela extrema-esquerda — mas isso é retórica política, não prova factual.
Mesmo que o Grupo 1143 seja um grupo português, a sua ideologia neonazi, supremacia branca e ódio xenófobo, é parte de um espectro mais amplo de movimentos de extrema-direita que se espalharam particularmente pelo Ocidente. Esses movimentos partilham símbolos, slogans e repertórios de ação inspirados no neonazismo internacional, que atravessam fronteiras e não são exclusivos de um país específico. Organizações que monitorizam o fenómeno do extremismo, como o Global Project Against Hate and Extremism (GPAHE), colocam o 1143 no mesmo contexto de outros grupos radicais em Portugal que partilham ideias semelhantes às de movimentos europeus como PEGIDA ou a extrema-direita radical fora dos espectros partidários tradicionais.
Muita gente mistura coisas diferentes a estes grupos (às vezes por ignorância, outras por conveniência política), como é o caso do partido de Marine Le Pen, ou o Fratelli d’Italia de Giorgia Meloni. São líderes de partidos legais, eleitorais e institucionais. Aceitam (mesmo que critiquem) o quadro constitucional, o Estado de direito e as eleições. Estão integradas em famílias políticas europeias, em parlamentos e até estão no governo, como é o caso de Meloni. Já o Grupo Identitário / Generation Identity não é um partido. É um movimento metapolítico e ativista, muitas vezes fora da legalidade. Pratica ações provocatórias, linguagem racializada e símbolos de rutura. Em vários países foi dissolvido ou vigiado pelos serviços de segurança.
Todavia, há pontos de contacto discursivos, sobretudo em três temas: imigração massiva; identidade nacional; confronto político com o islamismo. Mas em teoria: a nação define-se por leis, língua, costumes, cidadania. Um imigrante pode tornar-se francês ou italiano. Rejeitam oficialmente racismo biológico e supremacia branca. Ao passo que os grupos identitários lutam por um Nacionalismo étnico-civilizacional. A Europa como espaço racial ou etnocultural fechado. Ideia de “substituição demográfica”. Imigração vista como ameaça existencial, não política. Este ponto é essencial: um identitário não quer ganhar eleições; quer mudar a civilização.
Porque é que a extrema-esquerda insiste em colar partidos soberanistas a grupos extremistas? Isto não é acaso nem confusão inocente. É uma estratégia política consciente, que pretende retirar legitimidade democrática. Transformar adversários políticos em ameaça moral. Daí evitarem o debate de políticas concretas (imigração, segurança, soberania). É mais fácil dizer “são fascistas” do que discutir as falhas de políticas públicas de integração. Na Europa, fascismo e nazismo são memórias fundacionais do discurso político. A extrema-esquerda explora isso para criar alarme emocional, bloquear a normalização de alternativas políticas e manter o eixo “bem vs mal”, eficaz sobretudo em contextos mediáticos.
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