quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Trump / Biden - Primeiro debate


Mike Baker, correspondente do New York Times, partilhou no Twitter algumas mensagens de membros do grupo. “Estamos a postos, sir”, lê-se numa delas; “Basicamente, Trump disse-nos para irmos espancá-los. Isto deixa-me tão contente”, lê-se noutra mensagem.


© Jornal Público
« Primeiro debate entre os dois candidatos à Presidência dos EUA ficou marcado por ofensas e ameaças de caos na noite eleitoral. Donald Trump repetiu acusações falsas de fraude e pediu ao grupo extremista Proud Boys que “se mantenha a postos”.

A forma como Donald Trump se apresentou no debate, com constantes interrupções e ataques pessoais contra Joe Biden – “Você não tem nada de inteligente” –, e sem se esforçar por agradar a um eleitorado mais moderado, confirma que o Presidente dos EUA vai tentar ser reeleito com a mesma base que tinha em 2016, e mais ou menos nos mesmos estados que lhe deram a chave da vitória (onde em 2016 venceu por poucos milhares de votos), em estados como o Michigan, o Wisconsin e a Pensilvânia, e onde segue hoje atrás do seu adversário nas sondagens).

E Joe Biden, ao surgir de forma surpreendente como um candidato agressivo e capaz de usar alguma da linguagem que é mais habitual no seu adversário, terá ganho algum fôlego para o que resta da campanha. Mas é provável que o próximo debate entre os dois, a 15 de Outubro, seja ainda mais crispado do que o desta noite – muito vai depender da forma como Donald Trump reflectir sobre a sua primeira prestação, e se concluir que terá de devolver os insultos a Joe Biden para manter a sua base eleitoral entusiasmada. »

© Jornal Expresso
« Se o Presidente foi igual a si mesmo, Biden perdeu por vezes a fleuma que o caracteriza e distingue do adversário. Um estudo de opinião da CNN revelou, mal terminou o debate, que 60% dos telespectadores atribuíam a vitória a Biden e apenas 28% a Trump. Mas esses valores estão próximos dos do primeiro debate de 2016 (62-28% a favor de Hillary Clinton) e isso não impediu o milionário nova-iorquino de ser eleito.

É natural que ambos tenham agradado às respetivas bases eleitorais, mas menos claro que a prestação de um e outro tenha servido para convencer indecisos em número suficiente para ganhar. No inquérito da CNN, à pergunta obre se o debate os impelia a votar nalgum candidato, 32% dos inquiridos indicaram Biden, 11% Trump e 57% nenhum. Restam-lhes 34 dias e, se tudo correr como previsto, dois debates, a 15 e 22 de outubro. Os candidatos a vice-presidente, o republicano Mike Pence e a democrata Kamala Harris, debatem no próximo dia 7. »

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